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Verde Louro: O Prólogo da Selva

Cleber de Moraes

Capa de Verde Louro: O Prólogo da Selva

Conheça os personagens

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Eclipse, 20 de dezembro de 2029

Na noite de Quinta-feira, dia 20 de Dezembro de 2029, Leônidas da Silva, com sua postura serena e olhar penetrante, jazia confortavelmente em uma rede dentro de seu container ecológico. Esse refúgio moderno, situado próximo a tribo Verde Louro da Amazônia, era um exemplo de ecotecnologia e sustentabilidade. Painéis solares cobriam o teto, fornecendo energia limpa. Um sistema de captação de água da chuva, complementado por um avançado sistema de filtragem, garantia água potável. As paredes, feitas de material reciclado e isolamento térmico natural, se integravam harmoniosamente à densa vegetação ao redor. O interior era simples, mas funcional, com móveis de madeira de reflorestamento e um pequeno laboratório para estudos ambientais.

Ao seu lado, repousava Aura Pintada, uma onça-pintada majestosa, cujos olhos amarelos brilhavam mesmo na penumbra. Aura, como Leônidas a chamava carinhosamente, era mais do que uma companheira; ela era um símbolo da conexão profunda que ele tinha com a selva.

Naquela noite, enquanto a brisa suave balançava sua rede, por volta das 22h, Leônidas assistia às últimas notícias em uma TV de baixo consumo energético, pendurada na parede. As manchetes eram inquietantes.

— Boa noite. Hoje, aproximadamente às 22h, trazemos notícias que têm agitado a cena política internacional. Uma onda de tensão varre o globo devido aos recentes acordos de 2030. Disse o âncora do telejornal. — Estamos presenciando um momento decisivo na geopolítica mundial.

© Cleber de Moraes.